Publicado por: baptistasdecantanhede | 9 de Julho de 2012

BOLETIM JULHO DE 2012

SOBRE BULLYING E CONSOLAÇÃO

As consolações humanas, sejam elas profissionais ou químicas, são apenas paliativos. Um psicólogo ou terapeuta que ministra uma droga qualquer apenas amenizará nossas dores emocionais, mas estas só serão superadas se buscarmos no Senhor a verdadeira consolação.

UMA PREGAÇÃO ESPECIAL

No último domingo tivemos uma programação especial levando em consideração o final do ano lectivo e a conclusão de ciclo de algumas das crianças da igreja. A semana anterior não tinha sido das mais fáceis, pois uma família ligada à igreja foi abalada pelos acontecimentos de um acidente de viação onde duas jovens perderam a vida. No acidente uma terceira pessoa perdeu o bebé e um jovem de 19 anos teve que amputar parte de uma de suas pernas. Ou seja, não foi de facto uma semana agradável. Todos precisávamos de consolo.

Mesmo dentro de circunstâncias tão adversas, não deixamos de agradecer a D’us por todas as bênçãos derramadas sobre nossas crianças ao longo do ano lectivo e a pregação levou em consideração o momento de dor para reflectirmos sobre a forma como Ele trabalha com nossas emoções, provendo consolação.

Se determinados acontecimentos da vida quotidiana dos adultos que compõem a igreja requerem consolação, também no dia a dia das crianças nas escolas o mesmo acontece. Numa época em que provocações, escárnios e até mesmo agressões receberam o pomposo nome de “bullying”, também nossas crianças precisam buscar as consolações do Senhor. E um trecho das Sagradas Escrituras nos dá orientações fundamentais sobre a consolação que vem de D’us, orientações estas que se encontram nos versículos 3 a 11 do primeiro capítulo da Segunda carta de Paulo aos crentes de Corinto. O texto que se segue está baseado no esboço da pregação feita no domingo e pode ser expandido através de uma leitura criteriosa da passagem.

FACTOS A SEREM CONSIDERADOS QUANDO PRECISAMOS DE CONSOLAÇÃO

3 Bendito seja o D’us e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o D’us de toda a consolação;
4 Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por D’us.
5 Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo.
6 Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos;
7 E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.
8 Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos.
9 Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em D’us, que ressuscita os mortos;
10 O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda,
11 Ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito. 2 Coríntios 1.3-11

A CONSOLAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DE D’US

A primeira e mais importante constatação que deve ser feita pelo cristão é que a consolação real vem de Deus. As consolações humanas, sejam elas profissionais ou químicas, são apenas paliativos. Um psicólogo ou terapeuta que ministra uma droga qualquer apenas amenizará nossas dores emocionais, mas estas só serão superadas se buscarmos no Senhor a verdadeira consolação.

No versículo 3 desta carta, Paulo afirma que D’us além de ser o Pai do nosso Senhor Jesus Cristo é também “o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação”. E para completar, Paulo afirma ainda que esta consolação não é parcial como as consolações humanas, ela é completa, pois D’us não consola “algumas”, “muitas” ou “a maioria” das nossas tribulações, mais sim “toda a nossa tribulação” (versículo 4a).

Uma vez que somos plenamente consolado, pesa sobre nós a responsabilidade de consolarmos aos outros também, como alerta o apóstolo dizendo que D’us “nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados” (versículo 4b).

Paulo não pede alienação nem tampouco fundamenta suas orientações em experiências humanas, mas sim no exemplo do nosso Senhor Jesus Cristo. E faz isso atentando para o facto de que a consolação que ele propõe é proporcional à tudo aquilo que Cristo passou na Sua vida terrena: “Porque, (assim) como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo” (versículo 5).

Outro aspecto substancialmente importante neste texto é a constatação do autor de que a consolação divina é decorrente de intempéries permitidas pelo Senhor aos cristãos, para que o testemunho destes, diante das adversidades, sirva para a edificação de outros: “Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consola-dos, para vossa consolação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos” (versículo 6).
Portanto, a máxima humana, tão comum nos dias de hoje, de que uma vez salvos por Cristo e pertencentes à Sua Igreja não mais sofreremos, é uma falácia. Segundo Paulo (versículo 7), a consolação de Deus é uma marca da vida cristã. E se é uma marca, esta só é possível porque D’us permite momentâneas aflições: “E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação”.

Ao falar da sua própria experiência, aflitiva e atribulada, Paulo afirma ter conhecimento de causa quando trata destas questões. “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (versículo 8).

Reparemos que Paulo não está falando de experiências alheias, senão das próprias, e de-monstra, desta forma, que a consolação divina tem finalidade didáctica: “Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em D’us, que ressuscita os mortos” (versículo 9).

Numa carta onde usa pelo menos 12 vezes a expressão “Tribulação”, o autor ressalta a importância da Consolação Divina em contra-posição às adversidades concluindo que quando somos consolados, a nossa consolação glorifica a D’us, “o qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda, ajudando-nos também vós com orações por nós, para que pela mercê, que por muitas pessoas nos foi feita, por muitas também sejam dadas graças a nosso respeito” (versículos 10 e 11).

OS PERIGOS DA NEUTRALIDADE ESPIRITUAL

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.
Judas 1.3

Existem cristãos que no afã de agradar a Deus e aos homens, acabam errando os dois alvos. Ser fiel às Escrituras e, simultaneamente, fazer concessões aos desejos humanos é algo que nunca dá certo, pois são atitudes incompatíveis entre si. O resultado é que estas pessoas nunca são completamente aceites pelos descrentes e, pior, acabam por receber a terrível desaprovação do SENHOR.

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. Apocalipse 3.15-16

A banda desenhada reproduzida acima retrata uma situação muito comum na Igreja contemporânea portuguesa. Lançando mão do argumento de que é necessário apoiarmos a coexistência pacífica a qualquer preço, muitos crentes acabam por esquecer que batalhar pela sã doutrina é muito mais importante. Assim sendo, acabam por não confrontar os amigos que estão em práticas religiosas erradas de acordo com o que diz as Sagradas Escrituras. Não falam da condenação eterna, nada dizem sobre a importância do arrependimento, passam longe da expressão “conversão” e minimizam a necessidade de se aceitar Jesus como único e suficiente Salvador. Não tocam em nada disso para não melindrar os amigos. O discurso destas pessoas centra-se na máxima de que Deus é amor e isso basta.

Quanto equívoco. Estas são justamente as pessoas que procurando serem neutras acabam por ficar “em cima do muro”. E não há em toda a Bíblia nenhum versículo que dê respaldo à neutralidade. Somos sempre confrontados a escolher um dos lados. Para Deus não existe “meios”, ou é “tudo” ou é “nada”. Quem gosta de “meios” é o Diabo, que é o dono do muro.

CALVÃO – Participe dos Cultos de Estudo Bíblico, Evangelismo e Oração na nossa Congregação em Calvão de Vagos. As reuniões acontecem na morada dos Missionários Kedoshim na Rua das Oliveiras nº 5, Cabecinhas, pelas 19h30.

CULTO DE ORAÇÃO – Toda Quarta-Feira pelas 20h00 acontece o nosso culto de Oração e Estudo da Palavra. É maravilhoso vermos a cada encontro os relatos de respostas às orações anteriormente feitas. Se podes, não deixe de compartilhar deste importante momento da nossa igreja.

AMIGOS DE SIÃO – Venha conhecer um pouco mais das profecias messiânicas e aprender a louvar na língua em que Jesus falava. Nos Encontros dos Amigos de Sião além de conhecermos mais sobre a geografia bíblica e aspectos históricos e culturais do Povo de D’us, ainda aprendemos a cantar em hebraico. Além dos louvores até aqui entoados, desde o último Encontro que os Amigos de Sião em Cantanhede também aprenderam a cantar o Hino de Israel, o Hatikvah. Não perca o próximo Encontro.

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL – O verdadeiro crente em Jesus Cristo deve sentir sede em conhecer sempre mais a respeito da Palavra de Deus. E não há momento mais apropriado para isso do que a EBD. Chegue mais cedo aos Domingos, pois à partir das 10h30 estamos a estudar importantes livros da Bíblia.

DIA DOS VIVOS – Em Novembro os católicos celebram o Dia dos Fiéis Defuntos e nossa igreja pretende realizar um importante trabalho evangelístico. O objetivo é colocar uma mensagem de esperança PARA CADA VIVO que visitar o cemitério de Cantanhede naquele dia. Como a luta espiritual será imensa, desde já ore por esta programação.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Maio

Entradas: €315,40
Saídas: €338,72
Ministério Zeladoria: € 23,72
Ministério Igreja: € 15,00
Ministério Beneficência: € 00,00
Ministério patrimonial: €300,00
Saldo negativo para Junho: €23,32

Junho

Entradas: €358,92
Saídas: €427,03
Ministério Zeladoria: € 55,45
Ministério Igreja: € 71,58
Ministério Beneficência: € 00,00
Ministério patrimonial: €300,00
Saldo negativo para Julho: € 68,06

ANIVERSARIANTES DO MÊS

Meiriely Pinto, dia 11
Maria do Socorro, dia 13
Heitor e Fátima Gomes, dia 27
Wellington, dia 31
Dona Cristina, dia 04/08

PARA IMPRIMIR O BOLETIM CLIQUE NO LINK ABAIXO
Boletim Baptista de Cantanhede Edição de Julho de 2012


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