Publicado por: baptistasdecantanhede | 9 de Abril de 2012

MAIS UM ENCONTRO DOS AMIGOS DE SIÃO

PESSACH DE 5.772 OU PÁSCOA DE 2012

No último Shabat, dia 07, aconteceu na Igreja Baptista de Cantanhede mais um Encontro dos Amigos de Sião (ADS). Na oportunidade estudamos o significado de Pessach (Páscoa) para Judeus e Gentios. Veja a seguir o “seder” do encontro que, por sua vez, explicou o Seder de Pessach. na sequência deste artigo você encontrará a íntegra da Haggadah que foi apresentada no encontro.

O ENCONTRO

O encontro começou, como sempre, com a saudação em hebraico. A particularidade deste encontro é que pelo fato de estarmos diante de uma Chag (Festa) utilizamos a saudação festiva utilizada nestas ocasiões. Como a festa era de Pessach, a saudação foi “Chag Pessach Sameach”.

PROFECIAS MESSIÁNICAS

Como em todos os Encontros, o ponto de partida foi a leitura de uma Profecia Messiânica. Por se tratar de Pessach, a profecia lida foi aquela que fala sobre o Maschiach (Messias) traspassado e que está registrada em Tehilim (Salmos) 22.16 e Z’akariah (Zacarias) 12.10. Estas profecias foram devidamente cumpridas e o evangelista Yochanan (João) tomou nota da mesma nos versículos 34 e 37 do capítulo 19 do seu Evangelho.

Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou, traspassaram-me as mãos e os pés.” (Tehilim 22.16)

Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.” (Z’akariah 12.10)

Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água (…) E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.” (Yochanan 19.34,37)

NOTÍCIAS DE SIÃO

Depois da leitura da Profecia Messiânica deu-se o quadro “Notícias de Sião”. Momento em que alguma notícia relacionada a Israel é compartilhada com os ADS. Como no Pessach passado nossa comunidade orou pela libertação do soldado Gilad Shalit, tendo sido colocado, simbolicamente, um copo de vinho para o militar na mesa festiva. Na oportunidade, Gilad Shalit amargava uma prisão havia mais de 5 anos e nossa oração foi para que ele fosse libertado e passasse este Pessach juntamente com sua família. Como a oração foi atendida, a Notícia de Sião foi uma festa para nós. Na oportunidade, passamos o vídeo abaixo. Como acontece em todos os Encontros, logo depois da BOA notícia, oramos pela Paz de Jerusalém e pela Paz em todo o Israel.

LOUVORES DE SIÃO

Neste Enconro, aprendemos mais um louvor em hebraico, pois um dos propósitos dos encontros é que os ADS aprendam a cantar louvores na língua que Yeshua falava. Os dois louvores entoados foram Tzadik Katamar e Dayeinu cujos vídeos podem ser abaixo assistidos. Estes vídeos foram publicados no Youtube e não pertencem à nossa comunidade.

PALESTRA SOBRE ISRAEL E O JUDAÍSMO

No tradicional estudo que é feito em todos os Encontros dos ADS, enfocamos desta vez a própria festa de Pessach, utilizando para isso uma Haggadah compartilhada pelo biblicista brasileiro Assis Nogueira, cujo texto base foi explicado pelo Missionário Roberto Kedoshim. Eis a íntegra do estudo.

HAGGADAH DE PESSACH PARA A CHAG PESSACH DE 5.772 (PÁSCOA DE 2012)

A Festa de Pessach celebra a vida. Comemorar a Pessach é obedecer ao Eterno, a sua Palavra e aos seus mandamentos – é perceber a extensão espiritual e vivê-la. Pessach ocorre no décimo quinto dia do mês de Nissan, na estação da primavera. É comemorada de acordo com o direcionamento bíblico por um período de sete dias. Destes, o primeiro e o último dia são considerados como Yom Tov (Dia Festivo – festas) nos quais nenhum trabalho é realizado. Nos outros dias que se seguem um trabalho leve é permitido.

No relato bíblico do livro de Êxodo, Pessach surge com a intervenção carinhosa de Elohim para libertar seus filhos da escravidão do Egito. Segundo a tradição bíblica judaica, Pessach comemora a saída do povo judeu da nação do Egito. Esta comemoração em celebração e lembrança destes acontecimentos é experimentada pelos judeus de todos os lugares do mundo através do Seder de Pessach – um ritual que dramatiza este evento e sua significação na tradição judaica. O seder é celebrado na primeira ou na segunda noite de Pessach. A palavra seder significa ordem. De fato, a cerimônia de Pessach segue uma ordem preestabelecida pela Torah e pela tradição bíblica judaica. A Torah ordena: “Conservareis, de geração em geração, como instituição perpétua”. (Ex 12:14). A idéia básica do seder é a obrigação que cada um tem de reviver e recriar a experiência da noite em que os nossos irmãos judeus partiram do Egito. A simbologia do seder é para judeus e gentios.

Pessach significa saltar por cima, ou passar por sobre. O anjo da morte ou anjo destruidor passou por sobre as casas dos hebreus, assinaladas com o sangue do Cordeiro Pascal. O Eterno matou todos os primogênitos dos homens e dos animais dos egípcios. “À meia-noite o Eterno feriu a todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais”. (Ex. 12:29). Essa foi a ultima praga enviada por Elohim ao Egito; tornou-se necessária, para convencer Faraó, rei do Egito, a deixar que Israel saísse do seu país após séculos de escravidão naquela terra. Portanto, a Páscoa possui o sentimento de livramento e libertação, um valor expiatório, ou seja, afastar-se de um perigo. “Quando o Eterno passar para ferir os Egípcios, verá o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, e passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir”. (Ex. 12:23). O sangue do Cordeiro tornou-se a marca que protegia as casas do povo hebreu, que tambem estavam debaixo da praga.

Para nós, cristãos, a Páscoa é realizada como a obra perfeita para toda a humanidade – Yeshua HaMashiach quando foi entregue como “O Cordeiro Perfeito” derramando o seu sangue em favor de toda humanidade, para nos livrar da morte e perdoar os nossos pecados.“… pois Yeshua, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”.
Pelo que celebremos a festa, não com fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade” (I Co 5:7b,8). O apóstolo João quando viu Yeshua disse: “… Eis o Cordeiro de Elohim, que tira o pecado do mundo”! (Jo 1:29b). O Cordeiro Pascal torna-se símbolo do preço pago por Elohim pelo resgate de Israel e do mundo inteiro. Assim sendo, somos ordenados a cumprir o mandamento de celebrar a Festa da Páscoa (estatuto perpétuo) como nos ensinam as Escrituras Sagradas: comendo pães ázimos e ervas amargas para que possamos lembrar quão amargo é viver na escravidão e no sofrimento do Egito (símbolo do mundo e do pecado). Fazendo assim, estaremos obedecendo ao mandamento. “Naquela noite comerão a carne assada ao fogo, com pães ásmos e ervas amargas”. (Ex. 12:8)

Além de celebrarmos Pessach, devemos fazer com que esta mitzvah seja conhecida por todos – assim nos ordena o Eterno: “Portanto, guardai isto por estatuto para vós e para vossos filhos, para sempre. Quando vossos filhos vos perguntarem: que cerimônia é esta? Respondereis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Eterno, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os Egípcios e livrou as nossas casas. Então o povo se inclinou e adorou”. (Ex 12: 24, 26,27)

Podemos com toda liberdade, e sem nenhum preconceito, restaurar as raízes bíblicas judaicas da nossa fé, saboreando as comidas simbólicas do seder que têm como intenção ajudar-nos a obedecer às Escrituras Sagradas e a vivenciar o sofrimento e a redenção do povo de Elohim.

1 Coríntios 11: 26 – “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.” Hoje, anunciaremos a morte – e a vida – Dele!

A MESA DO SEDER DE PESSACH

Z’roa – “Braço” = O osso do pernil do cordeiro:

PARA OS JUDEUS o osso lembra do cordeiro especial escolhido para ser o sacrifício no Templo no Pessach. Representa o cordeiro que foi sacrificado no Egito. Hoje o judeu não come cordeiro porque o Templo foi destruído e o cordeiro não pode ser sacrificado. (Êxodo 12:1-11

PARA OS CRISTÃOS o osso também lembra do sacrifício de Y’shua haMashiach, Jesus o Messias, que morreu por nossos pecados e nos livrou do Anjo da Morte que passava por cima da porta do nosso coração.(João 1:29 e 19:36; e 1 Coríntios 5:7-8)

Beitsa – O ovo queimado: O ovo geralmente é chamado de chagigah, a “oferta do festival.”  Nos festivais de pessach, sukkot e shavuot os Judeus trariam ofertas suplementares para o Templo. O ovo nos lembra estaS ofertas, e também nos lembra que o Templo foi destruído, impossibilitando a continuação das ofertas.

Karpas – A salsa: A salsa nos lembra que o sacrifício do cordeiro veio na primavera, quando a vida nova nos dá esperança.

Maror –  Raíz-forte: O raíz-forte nos lembra da amargura da escravidão no Egito. É propício que esta erva produz lágrimas.

Charoset – “Barro”: O charoset, feito de pasta de maçã e nozes, nos lembra do barro que foi usado pelos Hebreus para fazer tijolos para Faraó.

Yayin – Vinho (Suco de Uva): O suco nos lembra das quatro promessas que Deus fez para Israel quando os libertou do Egito. Hoje, tomaremos quatro copos.

Mai-Melach – Água salgada: A água salgada nos lembra das lágrimas e suor dos escravos no Egito. Mergulharemos o karpas na água salgada hoje a noite.

Matzah – Pão sem fermento O matzah nos lembra que os Hebreus tiveram que sair do Egito antes que o pão pudesse subir. Os três matzah juntos nos lembram que Deus é três em um.

OS QUATRO COPOS – Êxodo 6:6-7

Primeiro Copo – Santificação: “…e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito…”

Segundo Copo – Julgamento: “…e vos livrarei da sua servidão…”

Terceiro Copo – Redenção: “…e vos resgatarei com braço estendido e com grandes manifestações de julgamento…”

Quarto Copo – Louvor: “Tornai-vos-ei por meu povo…”

Kos Kiddush (O primeiro copo) – O Copo da Santificação
“…e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito…”

URCHATZ – Lavando as Mãos

A tradição requer que todas as mãos sejam lavadas antes de servir comida.  Hoje, cumpriremos esta tradição lavando somente as pontas dos dedos na tijela e enxugando-as na toalha.

Karpas – Comendo a Salsa

O verde da salsa nos lembra que celebramos o Pessach e a morte de Y’shua na primavera.

Mergulhamos a salsa na água salgada para lembrarmos das lágrimas da escravidão. Os Israelitas eram escravos no Egito, e todos nós nascemos escravos para o pecado.

Yachats – Quebrando o Matzoh

O pão sem fermento, chamado matzah, é colocado dentro de um pano.  O pano tem três compartimentos.  Isso simboliza um todo unido (echad; Deut. 6:4) consistindo de três partes.  Os Judeus não seguidores de Y’shua não podem explicar porque três compartimentos, mas nós sabemos que pode simbolizar a trindade.

Pegamos o matzah do meio e quebramos em duas partes desiguais. Colocamos a parte menor junto com os outros dois matzoh dentro do pano.  Enrolamos a maior parte domatzah do meio (chamado afikomen) em um guardanapo e escondemos aonde as crianças não podem ver. As crianças abaixo dos 12 anos saem da sala enquanto o afikomen é escondido.

MAGGID, A HISTÓRIA DO ÊXODO

Por ser uma cerimónia longa, o esconder do Afikoman é usado como “estímulo”, para que as crianças aguardem o longo ritual sem se desestimular nem dormir. Mas, até mesmo os adultos esforçam-se para não sucumbir diante de um possível cansaço.

Neste momento, o dono da casa onde está sendo realizado o Seder de Pessach, conta a história do povo de Israel assim resumida.

400 anos depois de Josué, um novo rei surgiu que não conhecia Josué e nem seus feitos (Êxodo 1:8)

Com medo dos Hebreus, ele os escravizou e os oprimiu (vvs. 11-14).

Eles clamaram à Deus, e Ele os ouviu (2: 23-25).

Então Deus chamou Moisés para guiar Israel para a terra prometida (3:10).

Mas Deus sabia que Faraó não iria solta-los, então teria que atingir Egito com todas as suas maravilhas (3:19-20).

As dez maravilhas que Deus operou no Egito puniram os Egipcios pela maneira que trataram os Hebreus e humilhou os “deuses” Egípcios. Os Judeus Ortodoxos ensinam que as maravilhas são divididos em 3 grupos de 3. O primeiro grupo prova aexistência de Deus (7:17). O segundo grupo prova que a providência divina extende até para os assuntos mundanos e que Ele não esquece dos assuntos materiais (8:18). O terceiro grupo demonstra que Deus é incomparável em poder (9:14). A última maravilha foi feita para finalmente convencer Faraó a deixar os Hebreus sairem do Egito.

1 Dam – Sangue: Toda a água do Egito foi transformado em sangue. Não podiam beber, banhar ou dar água para os animais. Suas plantas e colheitas também ficaram sem água.  Os peixes do rio morreram e havia um fedor imenso na terra do Egito.

2 Ts’fardei-a – Rãs: As rãs tomaram posse da terra. Aonde o Egípcio olhava, havia rãs.  Dentro das casas, nas cozinhas, nas camas, aonde for que a pessoa olhava, havia rãs. E quando morreram, foram amontoados e ficavam lá, fedendo.

3 Kinim – Piolhos: Não sabemos exatamente qual inseto é pretendido aqui; só sabemos que kinim é um inseto que morde e causa feridas nas pessoas. Agora imaginem como seria ter insetos com números iguais à poeira te mordendo.

4 Arov – Moscas: Enxames de moscas cobriram o Egito. Foram tantas, que a Bíblia diz que arruinou o Egito. Ficamos incomodados com algumas moscas na nossa comida, imagina enxames tão grandes que cobriam o sol.

5 Dever – Doença: Há várias possibilidades quanto ao tipo de doença. O que sabemos com certeza é que todos os animais que pegaram esta doença morreram. O milagre é que os animais dos Hebreus não morreram.  Isso porque os animais dos Hebreus e dos Egípcios viviam todos juntos, na terra de Goshen. Lá moravam os Hebreus, os cuidadores de gado, e os animais; estes três grupos eram repugnantes para os Egípcios, por isso moravam longe das cidades deles.

6 Sh’chin – Feridas Infectadas ou Furúnculos: Quem já teve um furúnculo sabe a dor que causa. Imagine seu corpo inteiro coberto por feridas infectadas. Não pode sentar, deitar, ou ficar em pé sem ficar esmagando uma dessas feridas.

7 Barad – Granizo: Granizo, que raramente cai no Egito, destruiu tudo. Alguns dos Egípcios acreditavam já nesse Deus dos Hebreus e salvaram seus animais. Muitos, porém, perderam tudo que restava. O granizo destruiu as plantas, árvores e animais.

8 Arbeh – Gafanhotos: Depois de tudo que já havia acontecido, ainda tinha verde no Egito. Os gafanhotos comeram o que restou do verde. A Bíblia diz que não restou nada de verde no Egito. Não tinha comida para as pessoas e nem para os animais. Só sobrou poeira.

9 Choshech – Trevas ou Escuridão: Trevas  e escuridão como esta ninguém nunca viu. Se já esteve numa caverna muito fundo e apagasse as luzes, talvez ia saber como foi esta escuridão. Mas a Bíblia diz que era tão escuro que as pessoas ficavam sentandas em casa, sem poder saír ou ver um ao outro.

10 Makat B’chorot – A morte do primogénito: O primogênito de cada família Egípcia e de cada um dos seus animais morreu. Talvez a maravilha mais difícil de ouvir, já que com certeza haviam bebês incluídos nestes primogênitos. Deus lembrou do mal que os Egípcios haviam feito (mataram os bebês Hebreus) para o povo Dele, e os redimiu com esta poderosa maravilha.

Finalmente Faraó liberou o povo de Deus. Só que Faraó mudou de idéia. Foi atrás dos Hebreus e os encurralou entre o exército dele e o Mar Vermelho. Deus abriu um caminho milagrosamente por dentro do Mar Vermelho, e os Hebreus escaparam. O exército do Egito foi destruído debaixo da água.

Neste momento, canta-se o clássico hino Dayeinu.

AS QUATRO PERGUNTAS

A Torah manda que os Judeus ensinem sobre o Pessach quatro vezes. Isso sugere que há quatro tipos de crianças neste mundo: o sábio, o mal, o simples, e aquele que não sabe perguntar.

1. O sábio pergunta: “O que quer dizer todos estes mandamentos e leis?” (Deut. 6:20-21a)

2. O mal pergunta: “O que quer dizer esta cerimonia para você?” (Êxodo 12:26-27a)

3. O simples pergunta: “ O que é isso?” (Êxodo 13:14)

4. Ao que não sabe perguntar, mostra todos os itens e explica um por um. (Êxodo 13:8)

Hoje, responderemos as quatro perguntas das crianças:

Por que comemos matzah no Pessach? O matzah é um pão especial feito sem fermento. É para nos lembrar que os Hebreus saíram do Egito com tanta pressa que o pão não teve tempo de subir.  O pão é furado para assegurar que não sobe durante o processo.  Para o seguidor de Y’shua, o pão também nos lembra que ele foi ferido por nossas transgressões.

Por que comemos maror no Pessach? Maror é a erva amarga no prato. Ela nos lembra que os Egípcios escravizaram os Hebreus e fizeram eles sofrer amargamente (Êxodo 1:14). 

Todo ano, imaginamos que somos nós que estamos na escravidão no Egito, e lembramos que Deus nos libertou.

Semelhantemente, como seguidores de Y’shua, lembramos que Ele nos libertou da escravidão do pecado: “Pela graça de Deus, vocês, que eram escravos do pecado, obedeceram de coração ao padrão de ensino que lhes foi transmitido; e, depois de terem sido libertados do pecado, tornaram-se escravos da justiça.” Romanos 6:17-18

Por que mergulhamos comida duas vezes no Pessach? Mergulhamos o karpas na água salgada e o maror no charoset. Ambos misturam algo agradável com algo amargo. Isso é para nos lembrar que apesar das dificuldades, desafios e sofrimento, sempre há algo para nos trazer esperança e alegria. “Regozijem-se nisso, ainda que por um curto período vocês devam ser afligidos por várias provações. Até mesmo o ouro passa pelo teste de autenticidade através do fogo. O propósito dessas provações é que o caráter genuíno da confiança de vocês, muito mais valioso do que o ouro perecível, seja considerado digno de louvor, glória e honra, quando da revelação de Yeshua, o Messias.” 1 Pedro 1:6-7

Por que nos inclinamos nas nossas cadeiras no Pessach? Inclinar-se para a esquerda é um símbolo da liberdade. Em séculos passados, as pessoas comiam deitados no seu lado esquerdo. Mas só as pessoas livres podiam deitar para comer. Os escravos tinham que comer em pé. Deitamos para lembrar que somos livres por causa de Elohim, que nos livrou da escravidão e nos adotou como filhos e filhas Dele.

Y’shua e seus talmidim (discípulos) teriam deitado no seder da noite da morte Dele (a última ceia).

HALLEL – LOUVOR

Os Salmos 113-118, conhecidos como o hallel, foram cantados no Templo antes dos sacrifícios dos cordeiros do Pessach. Por isso, antes do jantar, é justamente este o Salmo que é lido.

Kos Shapat, o segundo copo, o Copo de Julgamento.

Com o segundo copo, lembramos da segunda promessa que Deus fez para o povo de Israel. “…eu os resgatarei da opressão deles e os redimirei com o braço estendido e grandes juízos.” Êxodo 6:6b
Deus libertou os Hebreus com juízos sobre o Egito, e Ele nos liberta da escuridão e nos traz ao reino de Y’shua. “Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transferiu para o Reino do seu Filho querido.” Colossenses 1:13

RACHATZ – LAVANDO AS MÃOS

Lava-se as nossas mãos em preparação para tomar os elementos do Pessach, Motzi, Matzoh, Maror, Korech

Motzi: Abençoando o Matzoh

Matzoh: Comendo o Matzoh

Maror: Comendo o Maror

Korech: Comendo Matzoh, Maror e Charoset

O JANTAR É SERVIDO

Crianças abaixo dos 12: Procuram o afikomen e trazem para o oficiante.  O afikomen será redimido através da negociação.

Durante o último Pessach de Y’shua, ele tomou o afikomen e o Kos G’ula (o terceiro copo) e deu significado especial a eles.
O Pessach, a história da libertação de Israel da escravidão, se tornou uma lembrança da história da redenção e regeneração de cada um de nós.

O afikomen foi quebrado, escondido e depois voltou. De maneira semelhante, Y’shua foi crucificado, sepultado, e depois resuscitou.

“Porque recebi do Senhor o que lhes transmiti: que o Senhor Yeshua, na noite em que foi traído, pegou o pão; e depois de fazer a b’rakhah [oração; benção] o partiu e disse: ‘Este é o meu corpo, que é para vocês. Façam isto como um memorial para mim;’”

Neste momento, todos comem o Afikoman.

Nada mais deve ser comido depois disso. O afikomen é a sobremesa. O gosto dele fica nas nossas bocas para nos lembrar do sacrifício Dele.

Bareich – A oração depois do jantar. Como é de costume, agradece-se a Deus depois de comer. O dono da casa faz uma oração agradecendo pela comida.

Kos G’ula, o terceiro copo, o copo da redenção: Com este copo, lembramos a terceira promessa feita aos Hebreus.
Êxodo 6:6 “…e os redimirei com o braço estendido…”
Nós também lembramos que Y’sua nos redimiu com o sangue derramado na cruz (e com os braços estendidos). Efésios 1:7 “Em união com ele, pelo derramar de seu sangue, somos redimidos – nossos pecados são perdoados.” Colossenses 1:14 “Por meio de seu Filho, temos a redenção – isto é, o perdão dos pecados.”

Todos levantam o copo e tomam do vinho.

1 Coríntios 11: 25-26 “Da mesma forma, pegou o cálice, após a refeição, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança realizada pelo meu sangue; façam isto, todas as vezes que o beberem, como um memorial para mim.’ Porque, todas as vezes que vocês comerem este pão e beberem do cálice, anunciam a morte do Senhor até ele vir.”

Kos Eliahu, o Copo de Elias: Há um copo cheio de vinho/suco na mesa. Este copo é o copo de Elias. Por 2.400 anos, todo Pessach ele é enchido e é deixado intocado na mesa, esperando a chegada de Elias. Durante o seder a porta da casa é aberta para ver se ele chegou.

Malaquias 3:23-24 (4:5-6 na Bíblia Cristã) “Vejam: eu enviarei a vocês Eliahu, o profeta, antes da vinda do grande e terrível dia deAdonai. Ele fará o coração dos pais se voltar para os filhos, e o coração dos filhos, para seus pais; do contrario, virei e castigarei a terra com destruição completa.”

Neste momento, uma das crianças vai até a porta, abre e espera os convidados falarem… Quando a criança abre a porta, todos dizem: “Bendito é aquele que vem em nome de Adonai” Depois, a criança grita por Elias: Elias!  A criança deixa a porta aberta, volta e senta.

Y’shua, falando de João Batista, falou de Elias que já veio e do Elias que virá.

Mateus 17: 10-13 “Os talmidim (discípulos) lhe perguntaram: ‘Então por que os mestres da Torah dizem que é necessário que Eliyahu venha primeiro?’ Ele respondeu: ‘Eliyahu vem e restaurará todas as coisas, mas eu lhes digo que Eliyahu já veio, e as pessoas não o reconheceram, e fizeram com ele tudo que quiseram. Da mesma forma, o Filho do Homem deverá sofrer nas mãos deles.’ Então os talmidim entenderam que ele estava falando sobre João Baptista.”

HALLEL – LOUVOR

Depois da leitura do Salmo 113, antes de ofertar o cordeiro no Pessach, faz-se a leitura do Salmo Salmo 118.

Kos B’racha, o quarto copo, o copo de louvor: Com este copo lembramos a quarta promessa feita por Deus para os Hebreus. Êxodo 6:7 “Eu os receberei como meu povo e serei o seu Deus…” Também louvamos a Deus porque nós, os Gentios,  fomos incluídos na família Dele. Romanos 11:24 “Pois, se você foi cortado de uma oliveira brava por natureza e enxertado, de forma contrária à natureza, em uma oliveira cultivada, quanto mais serão enxertados os ramos naturais na própria oliveira?” Demos glória a Deus que Judeus e Gentios podem fazer parte da mesma família!

Todos levantem os copos e agradecem: “Bendito sejas Tu Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que criaste o fruto da videira.”

É costume terminar o seder com as seguintes palavras: “L’shana haba-a bi-Y’rushalayim!”, ou seja, “O ano que vem, em Jerusalém!”

CONHECENDO A CULINÁRIA JUDAICA

Logo após o término do estudo, os ADS de Cantanhede provaram um dos doces típicos da Chag Pessach, o Charoset, preparado pela Missionária Verônica Kedoshim.

Veja abaixo uma foto do Pessach do ano passado e algumas fotos do Encontro dos Amigos de Sião. Fica aqui o convite para aqueles que querem conhecer um pouco mais as profecias messiânicas, o Maschiach de Yisrael, o Louvor e a Cultura do Povo Escolhido: Venha estar conosco no próximo ENCONTRO DOS AMIGOS DE SIÃO!


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